A nossa instalação ganha corpo através da captação (um computador central) e sequente transmissão da imagem (quatro televisores) em tempo real (ou quase). Complementa-se com ambiente sonoro e lumínico que confere sentido a toda a instalação, reportando o espectador para o universo telemático. O espectador é confrontado com questões levantadas por Roy Ascott em “Is there love in the telematic embrace?” e por Pierre Lévy [que descreve este universo como o espaço do saber, em que nos desligamos a pouco e pouco da ideia de presença física]:
1. Are you real?
2. Do you feel real?
3. Are you connected?
4. Is the computer the heart of this circulation system?
5. Is your identity the same?
6. Is there love in the telematic embrace?
Assim como o texto, a nossa instalação não se apresenta como uma resposta a estas perguntas, pretendendo apenas levar o espectador a reflectir acerca das mesmas.
Desta forma, a apresentação consiste num objecto que propõe ao observador uma aproximação ao conceito de telemática, levando-o a uma fragmentação gerada pela multiplicidade de redes, em que a troca é constante e mútua. Simultaneamente, questiona-o acerca da sua relação com o universo que lhe é proposto através do ambiente criado.
Convite [grupo 23]









